O passado...
As pesquisas do mercado farmacêutico ainda estavam no começo após a Segunda Guerra Mundial. Com pouco conhecimento disponível sobre a indústria, os executivos dos laboratórios baseavam a maioria das suas decisões estratégicas nas suas próprias pesquisas internas.
Este cenário mudou no final da década de 1940, quando um pequeno grupo de visionários começou a desenvolver os primeiros estudos de pesquisa de mercado regulares da indústria farmacêutica. Entre eles estavam Ludwig Wilhelm “Bill” Frohlich e David Dubow. Frohlich, que dirigia uma grande agência de publicidade sediada em Nova Iorque, fundou a Intercontinental Marketing Services (IMS) em 1954, como veículo de expansão de suas operações no exterior.
Em 1957, a IMS publicou o seu primeiro estudo de pesquisa regular europeu, uma auditoria das vendas de produtos farmacêuticos no mercado da Alemanha Ocidental. E continuou crescendo em novas localidades incluindo a Grã-Bretanha, França, Itália, Espanha e Japão. As aquisições na África do Sul, Austrália e Nova Zelândia fortaleceram a sua posição. Até 1969, a IMS era líder na pesquisa do mercado farmacêutico na Europa e Ásia, com uma receita anual de US$5 milhões.
A IMS entrou no mercado norte-americano em 1969 através da compra da Davee, Koehnlein and Keating (DKK) de Chicago, uma empresa que produzia auditorias de vendas farmacêuticas regulares para os Estados Unidos e Canadá. No ano seguinte, adquiriu uma empresa que realizava auditorias de vendas na América Latina.
Em 1972, a IMS se tornou uma companhia de capital aberto. Neste ano, a empresa fortaleceu a sua presença nos Estados Unidos quando adquiriu a Lea, Associates, Inc. A Lea produziu o primeiro Índice Nacional de Terapia e Enfermidades, um serviço ainda oferecido pela IMS.
Em 1973, a IMS diversificou em dois novos segmentos da saúde: Comunicações Médicas e Ciências da Vida. A Divisão de Comunicações Médicas publicava jornais profissionais e do negócio, produtos de treinamento de áudio-visuais para médicos, diretórios e outros meios de publicidade. A Divisão de Ciências da Vida também oferecia exames de toxicologia.
No ano seguinte, a IMS continuou expandindo com a compra da Armbruster, Moore and MacKerell – o criador do Índice de Suprimentos para os Hospitais e as Auditorias de Diagnóstico de Laboratórios; a Pharmatech (que desenvolveu o sistema antecessor de entrega online da IMS); e a Cambridge Computer, o criador dos Dados de Distribuição de Drogas (DDD). Os relatórios de territórios de vendas DDD se tornaram rapidamente uma das linhas de produtos mais importantes da IMS.
Em 1979, a IMS introduziu o MIDAS, um serviço mundial de análise de dados que permitia que as empresas acessassem a base de dados da IMS diretamente, em terminais instalados nos seus próprios escritórios.
Em 1980, a empresa estabeleceu uma Divisão de Pesquisa do Mercado de Consumo, para fornecer serviços de pesquisa de mercado para as indústrias da moda, indumentária e eletrodomésticos, bem como uma Divisão de Serviços de Farmácia, que desenvolvia serviços de informática para os farmacêuticos.
Até 1981, a IMS era uma empresa mundial de sucesso, com escritórios em 57 países e uma receita de US$170 milhões. A seguir, resolveu focar exclusivamente na saúde, deixando para trás os interesses nas pesquisas de consumo. Desta maneira, ficaram apenas as divisões de Pesquisa de Mercado, Comunicações, Ciências da Vida e Serviços de Farmácia.
O período intermediário da década dos anos 80 foi marcado por um extraordinário crescimento através de aquisições. A IMS adquiriu a Pipeline em 1984, a Fisher Stevens, a Luning Prak Associates em 1985, e a Clark-O’Neill e a Healthcare Information Programs em 1986. E, em 1988, a Dun & Bradstreet Corporation adquiriu a IMS por cerca de US$1,8 bilhões.
A D&B considerava a IMS como a sua jóia mais preciosa e investiu muito na empresa para conservar a sua posição de liderança. A corporação também buscou alavancar as habilidades da IMS e a sua divisão irmã, a A.C. Nielsen.
Em 1996, a D&B implementou uma estratégia de separação dos negócios e foi dividida em três companhias de capital aberto independentes. Através da divisão, foi criada a Cognizant Corporation, principalmente formada pela IMS e a Nielsen Media Research.
Em 1998, a IMS e a Nielsen Media Research se separaram, tornaram-se companhias independentes registradas na Bolsa de Nova Iorque. A IMS se separou do Gartner Group no ano seguinte. Em 2000, a IMS vendeu a Erisco Managed Care Technologies e se separou da sua unidade de Tecnologias Estratégicas, a qual se tornou a Synavant. Estas ações, junto com a venda de vários negócios menores, aproximaram a IMS de suas raízes como um puro fornecedor de informações na área de saúde.
Em 2001, a IMS fortaleceu as suas capacidades de consultoria adquirindo a Cambridge Pharma Consultancy, uma empresa internacional privada que fornecia assessoria estratégica para a indústria farmacêutica.
Hoje, com operações em mais de 100 países e uma receita anual de US$2 bilhões, a IMS é a fonte de informação e análise líder mundial para qualquer um que deseje acompanhar, medir e ter sucesso na indústria farmacêutica. A força de trabalho mundial da IMS, de mais de 7.400 profissionais, fornece aos clientes uma inteligência de mercado precisa que é traduzida em ações estratégicas.
